sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BNDES + RADIX - 2


Fala pessoal do Radix, segue o material do BNDES pra vocês: link


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Geração Tropa de Elite






Nós, enquanto sociedade, criamos um enorme equívoco - e especialmente enquanto jovens. Em um movimento progressivo, surgido de alguns anos para cá, começamos a habilitar pequenos focos de percepção que colocam a violência, a intolerância e a militarização (não no sentido das Forças Armadas, mas na autorização plena do uso da força enquanto recurso plenipotente) no centro das decisões sobre as controvérsias políticas. Ou seja, nós nos vestimos de Capitão Nascimento nas gírias, nos jargões, nas brincadeiras, na banalização da violência policial, na insegurança e descrédito quanto ao Estado de Direito enquanto começo e fim da nossa agenda política.

Em muitos momentos, sugerimos bombas atômicas no Congresso. Sugerimos caçada impiedosa e sanitária contra criminosos em cobertura televisiva geral. Como nos 2 minutos de ódio orwellianos, nos intoxicamos no almoço, no café das 17h e na Janta com o uso indiscriminado da formação de opinião pública radicalizada, que contorna e ignora toda a base do nosso regime de jurisprudência - e ignora todo o direito de defesa dos acusados.

Os estudantes da USP passarão ao futuro como crackudos, marginais, infelizes, doentes, playboys, baderneiros. #occupywallstreet passará a história assim também, bem como Oakland, como a Cinelândia? É difícil dizer, mas o que é fato é que a nossa lição para o futuro, a nossa pedagogia para essa geração de estudantes, de telespectadores, de amigos, de filhos, é que a forma violenta, raivosa, intolerante, foi a qual o Estado - e de nós, como sociedade - optou para resgatar cidadãos que praticam atos ilícitos. Essa foi a nossa escolha que vai marcar a vida destes economistas, professores, médicos, pedagogos, advogados, e tantos outros que ainda vão passar pela universidade e pelas favelas um dia.

Os traficantes atiraram na imprensa na comunidade de Antares em novembro de 2011. Em dezembro de 2010, nós julgamos eles em tempo-real. A ação peremptória e preemptiva da sociedade civil, em aplausos desnecessários sobre um triste momento da nossa história, faz com que se desmonte toda e qualquer narrativa que coloca o Estado (e as suas instituições policiais) como as culpadas pela violência.

Os responsáveis pela violência somos nós, cada um de nós, que aplaude a caçada à todo o tipo de marginal da nossa sociedade.

A história aqui contada tinha tudo para ser episódica, anedótica e explicar melhor o que aconteceu na USP, como seria muito mais atraente - e talvez ajudasse a explicar melhor o contexto dessa semana na maior e excelente Universidade brasileira. Mas, infelizmente, a questão é antecedente ao direito do uso da maconha, ao planejamento de segurança social e ao poder de ação da Polícia Militar. A questão grave, verdadeiramente sensível, está no cerne da opinião pública brasileira.

A sociedade brasileira, nos ecos das diversas vozes da opinião pública, está escolhendo a violência como o caminho. O tratamento de estudantes, favelados, mendigos, usuários de droga e outros às margens da sociedade é uma opção que retrocede todo o projeto de Brasil cidadão que nos tirou de mais de 20 anos de regime de exceção. O projeto de Brasil cidadão, pouco a pouco, se torna uma página de meio-de-caminho nos livros de História.

Nos tornamos, na segunda década do século XXI tão esperado, a Geração Capitão Nascimento.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Gabarito - História do BNDES


Aos alunos do curso de história do BNDES (1952-...), segue o gabarito! E boa sorte.

BNDES 2005 (67, B; 70, C). BNDES 2008 (67, E); BNDES 2009 (70, E); BNDES 2008 (38, E; 39, B)

terça-feira, 7 de junho de 2011

O Globo + Humala


2011, um passaporte para Humala .

por Daniel Chaves e Arthur Bernardes do Amaral


Ollanta Humala Tasso chega ao poder após uma trajetória que desafiou a política peruana nos últimos 10 anos, revigorando as alternativas da esquerda nacionalista sul-americana pós-Guerra Fria e colocando em xeque o modelo liberal. Outrora parte integrante da frente altermundialista do “socialismo do século XXI”, hoje Humala está muito mais próximo do paradigma brasileiro que do venezuelano. A derrota nas eleições de 2006 demonstrou a Humala que a moderação o melhor caminho para chegar ao poder.
Encontramos-nos, cinco anos depois, diante de um líder que se apresenta diferente: o indigenismo etnocacerista de outrora agora dá espaço ao pragmatismo do chefe do Partido Nacionalista Peruano, que fez referência saudável à oposição do impopular Alan Garcia.
O Peru receberá o seu novo presidente com a necessidade de superar a desigualdade social para sustentar o crescimento; somente com isso poderá ser um importante país na composição regional sul-americana. A comunidade internacional pode recebe a sua chegada como uma oportunidade ou como uma ruptura; caso esteja Humala esteja realmente afinado com a idéia de alternância de poder, de idoneidade política e fiscal, bem como ao respeito às instituições públicas, as desconfianças se diluirão de modo gradual. Caso contrário, será um duro golpe - não só contra o Humala, mas contra o Peru.
Nesse sentido, o sucesso de Humala, obviamente, interessa ao Peru, mas também à toda a América do Sul. Cada vez mais, a integração é uma necessidade frente às recorrentes crises do nosso recém-nascido século XXI. Assim, mesmo que talvez recebamos alguns sinais negativos, é crucial que os demais países do continente se mantenham engajados com o Peru, investindo e apostando no futuro do país.
As mudanças na postura de Humala nos indicam que ele tem se mantido aberto à mudança e que pretende transformar a história de seu país. Cabe então a nós reforçar a noção de que somente com respeito e diálogo haverá sinergia, fortalecimento institucional, geração de confiança e ganho de competitividade. Humala parece ter entendido que, na América do Sul do Século XXI, a nação se fortalece na integração e vice versa. Isso é bom para o Peru, para o Brasil, para a América do Sul.
Em termos de nossa relação bilateral, o compromisso mútuo com os aspectos práticos do futuro da região não se espelhará somente na fundamental troca de acessos oceânicos, mas no respeito entre vizinhos cuja geografia convida à aproximação. A decisão do Peru nas urnas é um convite à mudança, mas não há carta branca nesse jogo. Aguardemos a resposta de Humala, mas façamos também nosso papel deixando sempre abertos os canais de interlocução, cooperação e integração com nosso vizinho andino.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Globonews #osamabinladen #paquistao

Sexta-feira, 13/05/2011

Segundo o pesquisador Daniel Chaves, a interpretação que os grupos radicais tiveram é que o assassinato de Osama Bin Laden dentro do território paquistanês de uma forma contou com a cooperação do país.


Clique aqui para ver o vídeo


terça-feira, 17 de maio de 2011

TVBlogging #anistiainternacional

Anistia internacional divulga relatório sobre situação dos direitos humanos

Sexta-feira, 13/05/2011

O documento destaca a violência policial nas grandes cidades e a tortura em presídios no Brasil. Essas críticas já tinham sido feitas no relatório de 2010. As operações no Jacarazinho e Complexo do Alemão foram citadas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Globonews #osamabinladen

Pesquisador da UFRJ fala sobre a morte de Osama Bin Laden

segunda-feira, 2 de maio de 2011

TVBlogging: #casamentoreal #globonews

Pesquisador fala sobre o casamento real

Sexta-feira, 29/04/2011

Uma multidão lotou o trajeto entre o Palácio de Buckingham e a Abadia de Westminster. Pelo menos 2 bilhões de pessoas acompanharam pela TV a cerimônia do casamento real.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Peru: Ollanta vem aí?



Nas eleições gerais de abril de 2006, no Peru, se discutia imensamente a continuidade da 'onda rosa' sul-americana que já tinha tocado Bolívia, Venezuela, Brasil, Argentina e alcançaria Equador meses depois. Afinal, ali se apresentava Ollanta Humala, representante do Partido Nacionalista Peruano (PNP), que representava uma alternativa com relação ao arranjo político-partidário de consecuções liberais em governos republicanos. Mas quem é essa promessa de futuro pro Peru que retorna 5 anos depois?

Humala fora derrotado nas eleições de 2006 após a virada de Alan Garcia - no primeiro turno, Humala tinha 25% dos votos contra 20% de Alan Garcia; ao final do segundo, o APRA de Garcia possuiu 52% contra 47% da UPP de Humala. No entanto, a garantia de maioria parlamentar para a Unión Por El Peru (UPP) com 45 dos 120 assentos para o congresso garantiu sobrevida para Humala durante o período, tendo influência sobre as decisões nacionais e mantendo-se presente na vida política regular. Assim, Humala pode incorporar experiências e amadurecer, como por exemplo a noção de que o apoio de Hugo Chávez é nocivo à sua candidatura. Não obstante, as declarações preconceituosas de seus familiares, extremamente decisivas para a eleição de 2006, até então são um problema distante, dado que seus irmãos possuem pouca expressão política perto do quadro anterior. Por fim, Humala goza hoje de

Eleições - Primeiro turno
Organización Política
Votos
%Votos
Emitidos
UNION POR EL PERU
3,758,258
25.685 %
PARTIDO APRISTA PERUANO
2,985,858
20.406 %
UNIDAD NACIONAL
2,923,280
19.979 %

Eleições 2006 - Segundo turno
Organización Política
Votos
%Votos
Válidos
%Votos
Emitidos
PARTIDO APRISTA PERUANO
6,965,017
52.625 %
48.140 %
UNION POR EL PERU
6,270,080
47.375 %
43.337 %


Ollanta Humala Tasso, coronel reformado, também é cientista político e especialista em Direito Internacional pela Sorbonne, tendo ainda frequentado a School of Americas para a formação em defesa para assuntos hemisféricos. Com uma carreira militar conturbada, participou da caçada a membros remanescentes do Sendero Luminoso na década de '80 e teve processo aberto contra si pelo acusado abuso aos direitos humanos de populações camponesas nesta caçada. No fim da década de '90, se rebelou contra o governo Fujimori (1990-2000) juntamente a seu irmão Antauro Humala, próximo do seu final. Bem como Chávez fizera na Venezuela, liderou assim uma campanha castrense contra os governos liberais - então em pleno colapso após a renúncia de Fujimori.

Se há hoje um líder nacionalista que rejeite as opções e doutrinários liberais no Peru, esse líder é Ollanta Humala.

Humala deve ser destacado, na sua formação ideológica, como parte fundamental do 'Movimiento Etnocacerista', um grupo de nacionalistas étnicos que evocam a junção da memória étnica nacional quéchua, identificada com a restauração do Império Inca, com o legado de Andrés Avelino Cáceres, líder da resistência peruana contra a ocupação chilena durante a Guerra do Salitre (1878-1894). O etnocacerismo propõe, assim, a superação das orientações liberais e ocidentais do Estado peruano, para abraçar a sua natureza indígena e nacional assim compondo objetivos bastante claros: a restituição das empresas e industrias privatizadas e a promoção da autonomia indígena.

Com isso, nós devemos observar que em caso de vitória de Humala, apresentar-se-á uma ruptura bastante significativa nas políticas macroeconômicas do Peru e no seu arranjo institucional, impactando diretamente sobre o crescimento nacional, hoje em torno de 5% ao ano. Nesse mesmo sentido, devemos observar que os investimentos brasileiros poderão ser duramente contestados, com impactos sobre planos na ordem de US$ 17 bi para os próximos anos. A Odebrecht investe em sete projetos em execução, com mais de US$ 2 bi no país. A Camargo Correa, com quatro obras, tem US$ 900 mi; a Vale tem investimento estimado em US$ 560 mi e a Votorantim tem US$ 300 mi investidos no país. Além destas, a Gerdau e a Eletrobrás tem importantes projetos que podem ser revistos após abril de 2011.

Nossa ponte para o Pacífico - como conclamam os promotores dos projetos de integração física na América do sul - assim, pode estar próxima de ter o pedágio mais caro a partir de 2012.

domingo, 27 de março de 2011

Globonews + Mercosul

Mercosul completa 20 anos de criação

Sábado, 26/03/2011

Há 20 anos, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção que formalizou a criação do Mercado Comum do Cone do Sul. Pesquisador Daniel Chaves fala sobre os desafios e as principais conquistas do bloco econômico.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ditadores africanos: uma surpresa!


Qualquer coisa que puder escrever sobre o possível futuro do Norte da África, hoje, resultará em redundância ou em especulação barata. As caracterizações sobre a onda liberalizante que atropelou os regimes autocráticos já foram feitas: tratam-se de novas formas de atuação política, com uso massivo do twitter e do facebook como ferramentas de comunicação reticular, cujo cansaço com a cleptocracia autoritária levou à convulsão da geopolítica da região.

O que parece mais claro, agora, é que nós não estamos lidando mais com um mundo árabe de terroristas, radicais, e outros subgêneros netamente irascíveis. A capacidade da sociedade civil em se organizar e compor protestos de ordem pacífica, democrática e laica surpreendeu o Ocidente - que por sinal, também descobriu o que não havia notado em 40 anos: o Norte da África era lotado de ditadores intolerantes e repressores.

Os problemas imediatos da queda destes líderes são incalculáveis e por isso há de haver muita calma na análise. Imediatamente, há uma situação delicada do ponto de vista humanitário, com a acentuação emergencial e incontrolável dos fluxos migratórios intra-região e extra-região. A proximidade com a Europa Ocidental é um fator geográfico a se considerar imediatamente, especialmente com as oportunidades geradas pelos laços de parentesco presentes em quase todos os países.

Logo em seguida, há de se levar em conta a 'imaturidade' democrática desde um ponto de vista formal: em boa parte destes países, a maior parte dos jovens que movem a avalanche massiva de protestos nunca teve contato com um sistema de representação e participação política que tivesse relacionamento direto com as instituições nacionais. Assim, é muito irônico - e quase debochado - crer que haverá um imediato arranjo partidário estável e que caminhe na direção ocidentalizada da governabilidade. Se o Ocidente queria mudança, deverá estar pronto pro que essa mudança vai trazer; e nem sempre essa mudança vai colocar moderados no poder, se é que vai colocar alguém da forma que imaginamos.

Cada país também terá um conjunto profundo de questões específicas para serem debatidas e debruçadas com muito cuidado. O Egito, de cara, possuia um papel na estabilização (?) do Oriente Médio que hoje é incerto. A Líbia corre um risco imenso de secessão territorial, com clãs (e não tribos, como diz a antropologia de quinta categoria em Washington) disputando o poder e perdendo o centro-de-gravidade Gaddafiano. A Argélia passa por uma profunda crise de violência e instabilidade, com a quebra do estado-de-emergência que já durava 19 anos. A Tunísia, a despeito do seu caráter inicial e da sua geografia 'menor', tem um papel como apêndice geográfico desse norte-africano para a fortaleza Europa, hoje cada vez mais uma península empobrecida da Eurásia. O Bahrein, com problemas étnicos profundos - maioria xiita, governo dinástico sunita - está localizado em um 'chokepoint', um gargalo de tráfego do ainda imprescindível mercado do petróleo.

O buraco pode se tornar cada vez mais fundo, não nos esqueçamos.

E por aí vai, cada caso com uma situação específica. O que vemos na TV, atônitos, é a incapacidade de compreensão da burocracia que formula política externa em Washington. Velhas receitas para novos problemas. Lá no fundo, como sempre, a China dá uma piscada divertida e deixa a sra. Clinton se empapuçar em truculência obtusa.

A crise é muito maior do que se imagina, com a ameaça de problemas críticos para o historicamente deteriorado complexo de segurança regional africano. A África, que possivelmente teria o seu melhor momento para receber a cooperação internacional ocidental, talvez não goze da devida compreensão do ocidente - que certamente cometerá profundos equívocos e perderá de vez a confiança dessa África rejuvenescida e cada vez mais livre.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Inquietações da rede virtual


Trabalhar em redes sociais pode ser bem interessante. É bacana por que você conhece uma penca de gente, e com elas, uma penca de atividades: tem negociador, publicitário, empresas, ideólogos, ativistas, free-thinkers, desocupados, solitários, tarados, tem de tudo e mais um pouco. Te abre um leque gigante e multiplicável de relacionamentos, ao mesmo tempo em que não te dá nenhum - nobody is there! -, o que é por sinal o mais intrigante disso tudo.

Não necessariamente por se tornar um especialista nisso - apesar de ser uma área em expansão, pensando bem - mas por ser exatamente um espaço onde você não precisa ser 'especialista' em nada. Essa força está na idéia de um espaço virtual onde você compartilha idéias e as idéias são compartilhadas com você, em um mundo muito distante do opressivo copyright. Ou seja, trata-se imediatamente de um universo - ou melhor, de multiversos - onde o impulso criativo é gerador e reprodutor de toda e qualquer relação no mundo virtual, cada vez menos distante do deserto do real.

Ainda estamos caminhando lentamente no sentido de entender melhor os novos significados de privacidade, publicidade, sociabilidade e conhecimento compartilhado na rede virtual. Essa é a grande questão, por sinal: até que ponto e em que direção vai se dar o denominador comum desse conjunto de relações? Desde o paradigma distópico e pessimista do Cyberpunk até o mundo neo-capitalista da positiva Economia Verde, estamos todos conectados e olhando para o futuro. O que há de diferente nós já sabemos; mas o que há de fio-condutor que faz todos esses multiversos caminharem no mesmo espaço vetorial?

O maior barato dessa viagem é o caminho.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

+ Egito + Globonews, parte 2


Houve protestos de apoio aos egípcios na Cisjordânia, Beirute e Istambul, em frente às embaixadas do Egito. Israel anunciou medidas para suavizar a ocupação dos territórios palestinos. E no Estúdio, Daniel Chaves, pesquisador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal do Rio de Janeiro analisa a situação do Egito.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Egito + Globonews


O pesquisador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente da UFRJ Daniel Chaves falou sobre as comunidades do mundo árabe e o regime fechado dos governos. Segundo o pesquisador, uma irmandade muçulmana é parte fundamental das mobilizações e se coloca como uma alternativa para o Egito ser controlado por um governo islâmico. Daniel afirma que o presidente Obama já percebeu que não é possível manter segurança dentro das bases ditatoriais que atuam no Egito, que é o terceiro país que recebe mais auxilio bélico dos EUA.